segunda-feira, 1 de abril de 2013

Em abril águas mil! - Para mais tarde recordar

Não são as cheias do Rio Tejo. Não deixam lugares isolados. Não inundam casas. Não são aquelas que "invadiriam os campos, neles permanecendo muitos dias" (A. Cláudio, Conhecer Almeirim - As cheias). 

São as cheias da Ribeira de Muge. Que neste ano e neste dia das mentiras (mas bem reais), galgaram as margens onde costumam estar, e decidiram "espairecer" pelos campos em volta. 

Para mais tarde recordar! 


E parecendo que não, também cortaram uma estrada
Estrada dos Gagos de acesso a Vale Veados





Zona do Vale de Água



Estrada rural Vale de Água - Vale Medeiros






Aqui costuma ser uma "bifurcação" de cursos de água. Hoje são um único. 


Apenas uma preocupação: Vi nas águas muito "entulho", sobretudo na zona da ponte sobre a ribeira na estrada para o Arneiro da Volta. Em parte acredito que este seja consequência da não limpeza da ribeira há alguns anos a esta parte. Não nos devemos esquecer que a ribeira é rodeada de canteiros de arroz, que comunicam entre si por manilhas e que passam por baixo das estradas em vários aquedutos. Se a cheia de intensifica, e continuando um pouco nesta ótica, estes "canais de comunicação" poder-se-ão ver entupidos, dificultando o escoamento das águas, e levando a um aumento desnecessário da cota inundada.